Mamanalgesia

Prática de hospital da Rede Ebserh reduz a dor na vacinação de bebês

sex, 12/04/2019 - 15:46

Técnica aplicada no HU-UFGD consiste em amamentar a criança antes, durante e depois da aplicação da vacina

A prática é natural, sem custos e pode ser empregada durante todas as vacinas do bebê e em outros procedimentos que ocasionem dor. Foto: HU-UFGD

Dourados (MS) – Um momento delicado para mães e pais de recém-nascidos, a hora da vacinação já não tem causado tanto sofrimento aos bebês do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), vinculado à Rede Hospitalar Ebsehr. Tudo graças a uma medida simples que passou a ser apresentada às famílias e que tem comprovada eficácia na redução da dor durante a vacina.

Conhecida como “mamanalgesia”, a técnica é simples e se resume a amamentar o bebê antes, durante e depois das injeções. A prática, inclusive, é uma das medidas indicadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em documento publicado no ano de 2015, no qual o Grupo Estratégico de Consultores Especialistas aponta intervenções gerais para redução da dor causada pela vacinação.

De acordo com a fisioterapeuta Amanda Jorge, presidente da Comissão de Incentivo e Apoio ao Aleitamento Materno (CIAAM) do HU-UFGD, a amamentação antes, durante e após o procedimento doloroso, ameniza a dor do bebê, pois além do contato pele-a-pele com a mãe, o paladar e a sucção promovem sensação de relaxamento e distração, o que diminui sua percepção de desconforto. Estudos recentes, ainda, afirmam que o leite materno possui substâncias que reforçam a eficácia da vacina.

Simples e eficaz

Responsável técnica pela Sala de Vacinas do hospital, a farmacêutica Laura Bernal explica que, antes de receber alta da Maternidade, o recém-nascido obrigatoriamente recebe doses de duas vacinas, a BCG – contra a tuberculose – e a Hepatite B, em consonância com o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. Por mês, pelo menos 320 bebês são imunizados no HU-UFGD.

A inserção da “mamanalgesia”, no entanto, teve início em dezembro do ano passado, quando a equipe da Sala de Vacinas, após orientações da CIAAM, passou a apresentar aos pais das crianças os benefícios do aleitamento materno na redução da dor ocasionada pelas injeções. E apesar da resistência encontrada no início, a adesão vem subindo desde que a prática foi implantada.

A dona de casa Jéssica Paulino Pinheiro, de 26 anos, conta que não imaginava que uma atitude tão simples pudesse ter um resultado tão eficaz e comparou a experiência recente à que teve com o primeiro filho, há quase dois anos. “Quando meu primeiro bebê foi vacinado, fizeram a vacina no berço e ele chorou muito, ficou enjoadinho por um tempo, não conseguia mamar, foi muito diferente de agora. Com meu segundo bebê eu estava amamentando na hora da vacina, ele quase não chorou, ficou confortável. Foi uma experiência muito positiva”, afirma.

A farmacêutica Laura diz que, além de natural, sem custos e fácil de ser aplicada, a “mamanalgesia” pode ser feita durante as próximas vacinas da criança e também em outros procedimentos médicos que por ventura ocasionem dor.

Rede Hospitalar Ebserh

Desde setembro de 2013, o HU-UFGD faz parte da Rede Hospitalar Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) administra atualmente 40 hospitais universitários federais, impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas por atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, por apoiar a formação de novos profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a sua natureza educacional, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Fonte
Com informações do HU-UFGD
HU - UFGD
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