Minha História com a Rede Ebserh

“Hoje, eu trabalho justamente com as pessoas que tão bem me atenderam”

Minha história com a Rede Ebserh começou em 2016 e não tem data para terminar. Em 2015, grávida do meu terceiro filho, decidi que o parto seria feito no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). Mesmo trabalhando como técnica em Enfermagem em outro hospital da cidade, optei por ter o bebê no HU-UFGD.

Eu não conhecia o hospital ainda, mas sabia que era a melhor estrutura para uma gestante de alto risco, como eu. Hipertensa, pré-diabética e asmática, passei toda a gestação em hospitais: saía do hospital onde trabalhava e ia para os inúmeros exames e consultas que tive que fazer durante todo o período. E além do alto risco, havia suspeita de que meu bebê não estivesse recebendo os nutrientes necessários para seu desenvolvimento, o que me levou a realizar ultrassonografias quase que diárias.

Realmente, foi uma gestação conturbada e nada fácil. Como eu já havia passado por duas cesarianas, esse terceiro parto não poderia ser normal. Ficou definido, então, que o Mateus nasceria no dia 27 de janeiro de 2016, às 7h30 da manhã. Mas ele não esperou. Horas antes, minha bolsa rompeu e nós fomos de madrugada para o HU.

Mesmo assim, me deram uma assistência excelente. Aliás, durante todo o tempo em que estive como paciente do hospital, fui muito bem assistida: desde a visita que fiz dias antes para conhecer a estrutura da linha materna, por meio do projeto “Para uma Vinda Bem-Vinda” até o pós-parto, me trataram com muita atenção, sendo todos os profissionais muito esclarecedores. E apesar de todo o risco existente, meu bebê nasceu saudável, sem intercorrências, e em 48 horas estávamos em casa.

Mas para a história ficar completa, preciso voltar um pouco no tempo. Um mês antes do parto, em dezembro de 2015, fiquei sabendo que haveria um concurso da Ebserh, com uma vaga para técnico em Enfermagem. Apenas uma vaga.

Sempre quis me tornar uma profissional concursada, mas fiquei desanimada com as chances. Uma colega, então, me disse: “é só de uma vaga mesmo que você precisa”. E então eu comecei a estudar. Onde eu estivesse, estavam minhas apostilas. Nas consultas, nos exames, nas folgas do trabalho. Após o parto, lá veio meu marido com elas. Em plena Maternidade, estava eu estudando com o Mateus recém-nascido ao lado.

Na data da prova, meu filho tinha apenas 21 dias. Saí da sala de aula não muito confiante e fiquei espantada com as pessoas dizendo que a prova tinha sido fácil. Para mim não foi. Será que apenas eu não tinha entendido tudo direito? Já pensei que não seria dessa vez, mas quando saiu o resultado meu nome estava lá! Fiquei tão feliz que imprimi e coloquei na parede. Foi um sonho realizado, um mérito!

Hoje, eu trabalho justamente com as pessoas que tão bem me atenderam durante o nascimento do meu filho. Me lembro perfeitamente da manhã do dia 3 de janeiro de 2017, quase um ano depois do parto, quando eu assinei meu contrato e assumi minha tão esperada vaga como técnica em Enfermagem na Maternidade do HU-UFGD. Foi esplêndido e muitos colegas se lembraram de mim por causa das apostilas!

Em 2019, completei dois anos de Ebserh e todos os dias me sinto realizada neste trabalho. Aqui, o ambiente é humanizado e trabalhar com as gestantes e as puérperas é muito recompensador. Imagine receber, um ano depois, o convite de aniversário de um bebê que você ajudou a cuidar, que você viu nascer. Imagine uma pessoa te parar na rua, no mercado, em frente a sua casa, para dizer que o bebê, que nasceu com problemas, hoje está grande e saudável. Isso para mim é realizador e não tem preço.

Jucilene Menezes de Jesus, 36 anos
Técnica em Enfermagem, mãe do Mateus e ex-paciente do HU-UFGD

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

O HU-UFGD faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde setembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais ligados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

HU - UFGD