Minha História com a Rede Ebserh

“Me acolheram muito bem, me senti nas mãos de Deus”

Sou Natural de Itapecuru Mirim (a 117 km de São Luís) e vivo na capital do Maranhão há 24 anos. Sou ajudante de pedreiro e moro com minha esposa e meus dois filhos. Sentia muitas dores, ia para emergências, fazia exames e nada. Depois de tantas idas e vindas, fui diagnosticado com começo de cirrose hepática, em 2014. Mas, só em 2015, comecei o tratamento, pois não conseguia mais trabalhar. Foi então que fiquei afastado do trabalho mais de dois anos. O médico que me acompanhava disse que seria melhor me aposentar por invalidez. E, assim foi feito; me aposentei aos 56 anos.

Minha doença foi se agravando e, no decorrer do processo, os médicos propuseram o transplante do fígado, aí me mandaram para Fortaleza. Na primeira vez faltou um exame, tive que retornar para São Luís. Na segunda também não foi possível, pois eles só aceitam pacientes com até três nódulos e no meu exame apareceram quatro, infelizmente. O aparelho que cauteriza esses nódulos estava com defeito, impedindo que fosse realizado o procedimento. Voltei para São Luís e fiquei em casa.

Em agosto de 2018, voltei ao médico e ele disse que o transplante de fígado tinha sido liberado. Passei oito dias internado em acompanhamento, depois me deram alta e pediram para eu ficar aguardando. No final do mesmo mês, me ligaram e disseram que tinham um doador. Fui internado novamente, mas, quando fui para a sala de cirurgia, me informaram que o fígado que estavam esperando não estava normal. Aguardei no hospital e fui agraciado com um novo doador, porém ele também não estava nos conformes. Fiquei cinco dias na espera, e me deram alta novamente. Eu já estava sem esperanças.

Mas, no dia 27 de novembro, o HU-UFMA me chamou e, dessa vez, eu sentia que ia dar certo.  Eu já estava na fila de espera há aproximadamente um ano. Então, a doutora pediu para eu resolver minhas pendências pessoais e voltar no outro dia pela manhã. Me internei, fiz os exames e fui direto para a sala de cirurgia. O transplante durou aproximadamente sete horas, sob o comando dos cirurgiões Rodrigo Vasques e Romerito Neiva e com a experiência do doutor Eduardo Fernandes, cirurgião do Rio de Janeiro. Me acolheram muito bem no HU-UFMA, me senti nas mãos de Deus.

Eu recebi o órgão de um doador que ajudou a mim e a outros colegas, doando alguns órgãos e tecidos. A equipe do HU-UFMA toda foi excelente, até hoje sou bem atendido e assistido prontamente. Graças a Deus, estou reagindo muito bem. Depois da cirurgia, fazia acompanhamento três vezes por semana, agora faço uma vez ou quando sou chamado pelo médico. Também sou grato a todos os meus doadores, em especial ao último e sua família por terem me dado essa chance.

Antônio Batista, 56 anos, ajudante de pedreiro

Sobre a Ebserh

Desde janeiro de 2013, o HU-UFMA é filiado à Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação que administra atualmente 40 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

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