Minha História com a Rede Ebserh Minha História com a Rede Ebserh

O projeto “Minha História com a Rede Ebserh” apresenta relatos de superação e a trajetória até a cura dos pacientes atendidos pelos nossos hospitais universitários federais. É o seu trabalho mudando a vida de quem mais precisa!

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“Vai ser uma alegria muito grande ter as crianças correndo juntas pela casa”

Minha História com a Rede Ebserh

“Vai ser uma alegria muito grande ter as crianças correndo juntas pela casa”

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Especial Mês das Mães

Cheguei na Maternidade Climério de Oliveira (MCO) na manhã do dia 31 de março de 2017. Vim com Dra. Elizabeth Bensabath para ser internada porque eu estava grávida de quadrigêmeos, e na minha cidade não tinha estrutura para fazer meu parto. Eu moro na Zona Rural da cidade de Macajuba, no interior da Bahia, e trabalho na roça com meu marido.

Por serem quatro bebês, fiquei nervosa, mas depois fui me acostumando. Dra Elizabeth me acompanhou no pré-natal lá em Ruy Barbosa, cidade vizinha a Macajuba, e me falou sobre a MCO porque ela também trabalha aqui. Ela disse que a Maternidade era o melhor lugar para eu ter meus filhos e o único lugar que poderia me receber com os quatro bebês, pois nos outros hospitais seria difícil ter vaga suficiente na UTI Neonatal.

Quando eu cheguei aos sete meses de gravidez, ela me deu carona até a MCO para ser internada, depois de ter passado a noite na casa dela. Eu estava tranquila sobre o parto no hospital, não me ‘esquentei’ porque eu já tinha tido filho até em casa. Mas não quadrigêmeos. Minha preocupação era como cuidar desses quatro bebês, pois tenho outros seis filhos. É muito gasto cuidar de tanta criança.

Na Maternidade as pessoas me trataram muito bem. Tem enfermeiros aqui que foram como irmãos para mim, tem gente que eu peguei amizade para sempre. Na Enfermaria sempre chegava alguém para me visitar, querendo ver minha barriga.

A semana do meu parto foi difícil, porque eu amanhecia todos os dias ansiosa. Depois recebi visita da diretoria da Maternidade e me explicaram que estavam organizando para que desse tudo certo no meu parto.

Na sala de parto eu só fiquei com medo da anestesia nas costas porque nunca tinha feito nenhuma cirurgia, todos os meus filhos foram de parto normal. Depois que tiraram os bebês, as médicas chegavam para me mostrar cada um, encostando no meu rosto e eu ia dizendo os nomes, antes de saírem para a UTI Neonatal.

Agora vejo os meus filhos o tempo todo. Só que eu tive uma gripe e precisei ficar longe deles por uns dias, com aperto no coração. Eu fico agoniada, mas vejo que as enfermeiras cuidam de todos os bebês como se fossem mães deles, têm o maior cuidado do mundo. Graças a Deus eu tive meus filhos aqui, pois eles precisam de cuidados.

Estou doida que chegue logo o dia de ir para Canguru, para poder ficar pertinho deles e depois levar para casa. Também estou com saudade dos meus outros filhos. Quando eles estiverem com um ano, vai ser uma alegria muito grande ter as crianças correndo juntas pela casa.

Jandira Santos de Jesus, 31 anos, lavradora. Mãe dos quadrigêmeos Marina, Michele, Milena e Murilo

Sobre a Ebserh

A Maternidade Climério de Oliveira da Universidade Federal da Bahia (MCO-UFBA) faz parte da rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação que atualmente administra 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.