Minha História com a Rede Ebserh Minha História com a Rede Ebserh

O projeto “Minha História com a Rede Ebserh” apresenta relatos de superação e a trajetória até a cura dos pacientes atendidos pelos nossos hospitais universitários federais. É o seu trabalho mudando a vida de quem mais precisa!

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"Lembro que nos pediam: 'Reza mãe… reza muito'"

Minha História com a Rede Ebserh

"Lembro que nos pediam: 'Reza mãe… reza muito'"

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Nossa história com o Hospital Universitário Doutor Miguel Riet Corrêa Junior da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg) teve início no dia 4 de junho de 2017, quando a equipe da UTI Pediátrica recebeu nosso filho entre a vida e a morte. Naquele momento se iniciava a luta incansável do Antônio para continuar vivo e a luta de cada um dos profissionais do HU para ajudá-lo. Tenho a certeza de que os laços criados desde essa data serão mantidos para sempre.

Os primeiros momentos foram difíceis: muita angústia, tristeza, choros e muitos porquês sem respostas. A chance de ver o Antônio vivo parecia muito pequena. Lembro de que a única coisa que nos pediam era para que rezássemos: “Reza mãe… reza muito”… O desespero tomava conta e nem rezar eu conseguia… As únicas palavras que vinham na minha mente eram: “Não desiste, Antônio… Não desiste”.

Eu implorava para que ele tivesse a força que naquela hora eu não tive. Lembro de que as primeiras 48 horas foram fundamentais… As notícias da saúde do Antônio na primeira semana não eram boas, e cada vez que nos chamavam para falar com ele ficávamos apavorados. Por conta das doações de sangue que precisávamos, a notícia do estado de saúde do Antônio se espalhou nas redes sociais e grupos de WhatsApp, e cada amigo que vinha nos apoiar comentava com um conhecido. Com isso, criou-se em torno do Antônio uma redoma de muita luz, fé e força. Com o passar dos dias, as notícias que antes eram “gravíssimas” passaram para o “grave”… E como torcemos por esse grave!

A recuperação foi acontecendo dia após dia, cuidado após cuidado, carinho após carinho… O pessoal da UTI Pediátrica foi muito mais do que médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, nutricionistas, psicólogos, “tias da limpeza” e tantos outros profissionais. Eles foram as mãos abençoadas que cuidaram para que tudo desse certo desde o princípio, mesmo sabendo o quão grave o Antônio estava. Lembro e jamais vou esquecer do “Tudo vai dar certo”, “Está tudo bem” e das lágrimas de alegria que, por vezes, esses profissionais deixaram escapar. Admiro cada um deles pelo trabalho que vai muito além das técnicas… É muito amor e dedicação envolvido. São especiais pela escolha que fizeram e pelo trabalho que desempenham dia a dia.

Saio dessa fase com a fé renovada e com a certeza de que somos abençoados por Deus. As escolhas, a partir de agora, serão diferentes e as palavras VIDA e FAMÍLIA terão peso maior. Que daqui há um tempo, o Antônio possa olhar para cada cicatriz que ficou no seu corpo e entender que cada uma delas tem o sinal a vitória e da sua luta em viver. Obrigada amigos da UTI Pediátrica do HU-Furg. Obrigada por vocês terem mãos de luz, coração de mãe e fé em Deus. Hoje o Antônio não é apenas meu… Ele é nosso. Nosso guerreiro, nosso herói e nossa luz.

Mirelli de Souza Ferreira, mãe do Antônio

Sobre a Ebserh

Desde julho de 2015, o HU-Furg é filiado à Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação, que administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.